Quais são as gerações X, Y, Z, Alfa e Baby Boomers? Entenda as diferenças para a sua gestão

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Você já parou para pensar em quais são as gerações do seu público ou dos seus colaboradores? Em uma empresa, várias delas coexistem.

Pode parecer simples, mas ter essa informação ajuda a compreender o comportamento, as expectativas de carreira e as oportunidades de desenvolvimento profissional.

A classificação geracional é amplamente utilizada por empresas para adaptar comunicação e soluções ao perfil comportamental de clientes e colaboradores, aumentando sua competitividade no mercado.

Mas, afinal, é saudável ter uma equipe com profissionais de diversas idades?

Neste artigo, você vai conferir tudo sobre as gerações X, Y, Z, Baby Boomers e Alfa, bem como as características e particularidades de cada uma delas.

Além disso, verá como fazer uma boa gestão de equipes multigeracionais e de que maneira a tecnologia pode ser uma aliada. 

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Quais são as gerações e suas classificações?

Geração X, Y (Millennials), Z e Baby Boomers. Mundialmente, esse é o consenso que se tem a respeito da classificação dos indivíduos em 4 gerações. A nomenclatura é dada conforme o período em que uma pessoa nasceu. Porém, há ainda o surgimento de uma nova segmentação: a geração Alfa.

Os Baby Boomers são os nascidos entre 1945 e 1964. Esse nome é usado porque as pessoas que nasceram nesse período vieram do período pós Segunda Guerra Mundial, que apresentou um súbito aumento na natalidade em diversos países.

Em seguida, veio a geração X, que compreende o período de 1965 a 1984.

Já a geração Y é composta por indivíduos que nasceram entre 1985 e 1999. Por fim, temos a geração Z, com os nascidos a partir de 2000 e a Alfa, depois de 2010.

Mais do que uma classificação cronológica, as gerações são determinadas a partir do comportamento das pessoas que nasceram no mesmo período.

Em resumo, não estamos falando aqui de uma classificação arbitrária, mas sim do resultado de uma série de análises comportamentais e identificação de padrões.

A lógica é que diferentes fatores, principalmente a tecnologia, afetam todo o grupo de pessoas que nasceram no mesmo período, direcionando seus comportamentos, desde o jeito como trabalham até a maneira como consomem produtos.

Características comportamentais da geração X, Y, Z, Baby Boomers e Alfa

Para dizer quais são as gerações e suas particularidades, vamos tratar de cada uma na ordem cronológica para ficar mais fácil o entendimento das mudanças que acontecem ao longo dos anos:

  • Gerações Baby Boomers;
  • Geração X;
  • Geração Y;
  • Geração Z;
  • Geração Alfa.

Geração Baby Boomers

Os Baby Boomers recebem esse nome porque são fruto de uma explosão populacional ocorrida logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, entre 1945 e 1964, quando os combatentes nos Estados Unidos finalmente puderam voltar às suas casas e constituir uma família.

Quando jovens, os Baby Boomers valorizavam muito o trabalho e tinham uma forte preocupação em construir um patrimônio e ter uma carreira profissional estável, permanecendo no mesmo emprego por décadas até a aposentadoria.

Esse tipo de comportamento, que nasceu nos EUA, se espalhou por diversos países.

Para essa geração, a experiência era mais valorizada do que criatividade e inovação, refletindo um mercado de trabalho menos competitivo e com menor diversidade de profissões.

Geração X

A geração X, que nasceu entre 1965 e 1984, cresceu no período da Guerra Fria e foi a primeira a experimentar os avanços tecnológicos

No campo profissional, os indivíduos da geração X não costumam ousar muito. Eles valorizam a busca pela ascensão de cargos na empresa e, geralmente, ficam muito tempo na mesma organização.

Uma curiosidade da geração X é que ela foi a primeira a ver os pais saindo de casa para trabalhar. Por isso, é um grupo que também tende a ser responsável com as tarefas domésticas.

Além disso, quem é dessa época prefere não ser gerenciado em todos os detalhes do trabalho. As pessoas gostam de entender os processos de negócios como um todo. Ou seja, buscam independência e individualidade, mas sem perder características importantes da convivência em grupo.

Com perfil mais conservador, a geração X costuma ser uma boa aposta das empresas para cargos de maior responsabilidade.

Você também pode se interessar: 6 ferramentas de feedback para a sua gestão

Mais características da geração X

  • Adaptação a mudanças: a geração X cresceu em um período de rápidas mudanças tecnológicas e sociais, o que a tornou mais adaptável a ambientes em transformação. As pessoas dessa época apresentam mais facilidade com novas tecnologias e são mais adaptáveis a diferentes processos.
  • Equilíbrio entre trabalho e vida pessoal: a geração X foi uma das primeiras a buscar um equilíbrio saudável entre trabalho e vida pessoal. Por isso, valoriza o tempo com a família, hobbies e outras atividades fora do ambiente corporativo.
  • Valorização da experiência: essa geração também valoriza a experiência acumulada ao longo do tempo, acreditando que sua trajetória de trabalho e suas conquistas devem ser reconhecidas.
  • Valorização da estabilidade: embora sejam adaptáveis, muitos membros da geração X também valorizam a estabilidade e a segurança no emprego.

Geração Y (Millennials)

Muito se fala sobre os Millennials atualmente. Isso porque, além de serem considerados maioria em diversas empresas, seu comportamento no mercado de trabalho é bem diferente do comportamento observado na geração X.

Nascidos entre 1985 e 1999, os millennials (geração Y) são mais exigentes em relação às funções que desempenham e têm menos receio de largar um emprego para fazer algo que realmente ofereça satisfação profissional e pessoal.

Segundo uma pesquisa realizada pela LiveCareer, os millennials estão à frente quando o assunto é flexibilidade no trabalho.

Enquanto 76% dos entrevistados da geração Y responderam que esperam ter um trabalho flexível, o segundo lugar ficou com a geração Z (69%) e o terceiro com a geração X (64%).

Quando a pergunta foi sobre ter o prestígio profissional como prioridade no trabalho, os millenials ficaram em terceiro lugar: geração X (64%); Baby Boomers (59%); e geração Y (58%).

Quais os valores dos millennials?

Os valores cultivados pelos Millennials estão muito mais focados na experiência do que na aquisição material. Ou seja, eles se preocupam menos em construir um patrimônio, em ter casa e carro próprios em comparação com a geração X e os Baby Boomers.

Assim, para a geração Y, o trabalho em equipe é mais importante do que a hierarquia. Além disso, eles estão em uma busca constante por inovação.

Outro ponto importante é que a geração Y prefere receber instruções bem específicas sobre o trabalho a ser realizado.

Em relação à gestão de metas, o líder precisa saber que esta geração gosta de receber feedback, mas prefere tomar suas próprias decisões, com autonomia.

Veja mais: Geração Millennials nas empresas: o que aprender com eles?

Geração Z (Centennial)

Seguindo nossa explicação sobre quais são os nomes das gerações e suas características, chegamos à geração Z, que representa as pessoas que nasceram a partir dos anos 2000.

Se os millennials cresceram em meio a transformação digital, a geração Z (também chamada de Centennial) já nasceu em um mundo conectado pelas tecnologias digitais.

De atenção dispersa, os Centennials costumam ser multitarefas, independentes e exigentes com o que consomem e com as funções que desempenham nas empresas, apesar de estarem chegando agora ao mercado de trabalho.

Acredita-se que os cargos que a geração Z vai ocupar ainda nem foram criados.

O imediatismo é também uma das características da geração Z, eles querem tudo “pra ontem”. Além disso, apresenta certa dificuldade em socializar fora do ambiente virtual.

Geração Alfa

Embora ainda não tenham idade para terem um cargo no corporativo, a geração mais recente é a Alfa. Eles são os nascidos a partir de 2010 e são ainda mais imersos na tecnologia.

Para essas crianças, é bastante comum ouvir “ele nem sabe ler, mas sabe clicar no YouTube no celular”.

Embora não atuem dentro das organizações, é importante estar ciente de que essa futura geração está mais focada em flexibilidade, autonomia e com um grande potencial para buscar saídas para problemas de forma colaborativa e altamente criativa.

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Como gerenciar as antigas e novas gerações?

Antes de falarmos sobre a gestão de equipes multigeracionais, precisamos destacar que muitos negócios são significativamente beneficiados quando há diversidade de idade no trabalho.

Ainda segundo o estudo feito pela LiveCareer:

  • 89% dos entrevistados acham a diversidade de geração no ambiente de trabalho positiva;
  • 87% descobriram oportunidades de aprender com outras gerações, aumentando sua experiência.

O que queremos dizer é que um ambiente com equipes de várias gerações contribui muito para a empresa. São pessoas com diversos pontos de vista, vivências, experiências, conhecimentos e pensamentos.

Um profissional da geração Y tem um olhar diferente do que outro da geração X, por exemplo. O que resulta em um trabalho colaborativo de alto nível e inovador.

Porém, nem tudo são flores. É claro que as chances de conflito no trabalho podem aumentar. Afinal, tradições e comportamentos são mesclados diariamente. 

O estudo citado apontou que 78% dos participantes acreditam que um ambiente de trabalho com várias gerações pode causar conflitos. Entretanto, já adiantamos que eles podem ser gerenciáveis!

1. Conheça seus colaboradores

Independentemente de idade ou padrões comportamentais de cada geração, é fundamental conhecer seus colaboradores individualmente. Assim, é muito mais fácil desenvolver empatia e criar conexões mais sólidas.

Além de manter a porta sempre aberta, o gestor de RH deve investir tempo para conversar individualmente com cada funcionário e conhecer suas necessidades, suas motivações e seus objetivos profissionais e até mesmo pessoais.

Dessa forma, com certeza, perceberá que as aspirações e o modo de pensar são diferentes, e, assim, saberá como promover o engajamento e a motivação de cada um. Isso sem falar na possibilidade de adaptar o discurso de acordo com o perfil comportamental do funcionário.

Ter um sistema de gestão de pessoas completo também contribui para acompanhar os indicadores de desempenho individual e para obter mais informações sobre o modo de trabalho dos colaboradores.

Continue aprendendo: O que é avaliação por competência? Confira a definição, os benefícios e 6 dicas de como fazer

2. Invista na cultura organizacional

A cultura organizacional, além de orientar comportamentos e valores aceitos no ambiente de trabalho, serve para padronizar ações e evitar conflitos.

Assim, mesmo que tenham idade e opiniões bem diferentes, é possível que todos cooperem de acordo com as normas estabelecidas.

3. Incentive a interação 

Outro ponto para evitar conflitos geracionais dentro da empresa ou de uma mesma equipe, é o gestor estimular a interação entre os colaboradores. O foco é trocar conhecimentos e experiências e mostrar que o trabalho em equipe é essencial para o crescimento coletivo.

A interação pode ser estimulada com reuniões de brainstorming, dinâmicas de grupo e workshops, ou em eventos fora da empresa, como happy hours e confraternizações.

4. Dê oportunidades de crescimento

A ideia aqui é dar a mesma oportunidade de crescimento para todos e, ao longo do tempo, perceber que cada um tem mais aptidão para determinada tarefa, organizando o fluxo de trabalho.

Ao proporcionar condições de desenvolvimento pessoal e profissional, o gestor eleva as chances de reter seus melhores talentos.

Principalmente com as novas gerações, é indispensável focar em programas de incentivo e reconhecimento, indo além de elogios, como brindes, cursos, viagens e bônus salariais.

5. Determine metas individuais

As metas devem ser individuais, associando as características do colaborador com os objetivos corporativos, é claro.

O que queremos dizer é que não são apenas os nomes das gerações que são diferentes, elas pensam e agem de forma distinta.

Por isso, acompanhe a produtividade individual em sistemas de gestão e, a partir de dados, entenda a capacidade e os limites de cada um, definindo metas realistas e alcançáveis.

Não é para “aliviar” para nenhum funcionário; a ideia é que todos sejam desafiados, mas de acordo com sua performance. Assim, há uma equipe motivada e engajada, dando o seu melhor diariamente, pois sabe que pode atingir os resultados desejados.

6. Invista na diversidade

Sabia que investir na diversidade ajuda a evitar conflitos? Imagina se metade do time é geração X e a outra geração Y?

Ao misturar idades, a possibilidade de inclusão aumenta, além de criar equipes de alta performance, com poder criativo e inovador, sem perder a tradição e o olhar mais analítico para as situações.

7. Treine seus funcionários

É comum que as habilidades técnicas e comportamentais variem de pessoa para pessoa, até se tiverem a mesma faixa etária. E isso é só mais um motivo para criar um programa de treinamento contínuo para os colaboradores da empresa.

Acompanhe a performance dos times e veja quais habilidades precisam ser aprimoradas a fim estimular o crescimento profissional. 

8. Tenha empatia

Sabemos que não é fácil unir gerações diferentes no mesmo lugar, vários dias na semana. Porém, para que dê certo, é fundamental que o gestor desenvolva a empatia e transmita o comportamento aos colaboradores, que devem praticar o mesmo com os colegas de trabalho.

A empatia nada mais é do que se colocar no lugar do outro, conectando-se emocionalmente a ele. Assim, a comunicação fica melhor e o entendimento acontece de forma mais natural e sem conflitos.

9. Valorize os colaboradores

Mesmo em pequenas conquistas, reconheça os esforços e valorize o trabalho de seus colaboradores. Lembre-se de que, independentemente da geração, todos gostam de ser reconhecidos.

Lembra que falamos sobre oferecer programas de incentivo? O elogio pode parecer pouco perto de um bônus, mas tem um efeito expressivo em quem o ouve. Por isso, elogie em público e estimule a motivação de todos!

10. Dê exemplo

Não adianta o líder pedir um trabalho colaborativo entre gerações se ele mesmo não dá o exemplo, certo? O time precisa de um mentor.

Especialmente as novas gerações, que são criadas com mais diálogo e flexibilidade, podem encontrar dificuldade em lidar com regras rígidas. Por isso, mostrar como agir em vários cenários e com pessoas distintas é fundamental para orientar o grupo.

Uma das melhores formas é investir na gestão horizontal, em que há a figura do líder, mas sem o peso que a palavra “chefe” carrega.

11. Tenha um profissional capacitado

Uma última dica é ter um profissional especializado em resolver conflitos entre gerações, com foco nos resultados corporativos.

Em casos mais extremos, ele é essencial para a empresa ter sucesso e aproveitar a riqueza de experiências e conhecimentos de profissionais de todas as idades.

Tão importante quanto saber quais são as gerações é entender como elas se comportam. Assim, fica mais fácil interagir com seus colaboradores.

Como a tecnologia pode impulsionar a gestão de talentos?

Todo o acompanhamento do colaborador pode ser feito com o apoio de tecnologias modernas e inteligentes. Por exemplo, um software de recursos humanos possibilita que o gestor identifique e retenha seus talentos.

Com ciclos automatizados de avaliações de competências, o sistema de gestão de pessoas oferece mais produtividade e autonomia ao RH, pois, além de automatizar processos repetitivos, fornece dados que servem como base para dar feedbacks e investir no desenvolvimento das equipes.

Assim, mesmo com a variedade de gerações contratadas pelo negócio, é possível dar a atenção a todos da forma como merecem, sem serem rotulados e padronizados.

Essa gestão de talentos e colaboradores inteligentes é feita pelo software de gestão de RH, o Stratws One.

A solução conta com diversos recursos para organizar informações, otimizar processos e a rotina de trabalho e planejar ações e estratégias, tudo orientado por dados e pela cultura de resultados. 

Confira algumas das possibilidades do Stratws One:

  • integrar pessoas, operação e estratégia;
  • encontrar oportunidades de melhoria;
  • fazer a gestão de reuniões e do portfólio de projetos;
  • aumentar a produtividade;
  • gerenciar riscos e analisar cenários;
  • focar na busca dos resultados que sua empresa procura alcançar;
  • criar e acompanhar KPIs de processos, projetos e pessoas;
  • compartilhar informações com agilidade e transparência.

Como vimos, a diversidade geracional envolve uma série de fatores. Por isso, entender quais são as gerações, suas aspirações de carreira e expectativas é fundamental para uma gestão mais efetiva.

Com as ferramentas certas, é possível criar planos de desenvolvimento individuais mais efetivos, acompanhar indicadores como turnover e retenção, além de facilitar o acompanhamento de projetos e iniciativas da área de Gente e Gestão.

Perguntas frequentes

Quais são as gerações que convivem hoje nas empresas?

Atualmente, é comum encontrar até seis gerações no mesmo ambiente corporativo:

– Silent Generation (nascidos entre 1925–1945)
– Baby Boomers (1946–1964)
– Geração X (1965–1980)
– Millennials ou Geração Y (aprox. 1981–1996)
– Geração Z (1995/97–2012)
– Geração Alfa (2010–2024)

Como essas gerações se comportam no trabalho?

Baby Boomers: valorizam hierarquia, estabilidade e trabalho presencial. Contribuem muito com experiência e mentoria
Geração X: equilibram vida pessoal e trabalho, respondem bem a feedback e valorizam relações interpessoais
Millennials: preferem propósito, flexibilidade de horários, feedback frequente e cultura inclusiva
Geração Z: digitais nativos, valorizam diversidade, sustentabilidade, autonomia e uso intensivo de tecnologia
Geração Alfa: ainda não inseridas no mercado (além de Jovem Aprendiz), mas esperadas como altamente conectadas digitalmente e adaptáveis

Qual o papel da liderança e do RH na gestão intergeracional?

– Mapear estilos de trabalho e valores de cada geração;
– Reconhecer e usar as forças de cada grupo para promover colaboração;
– Treinar e capacitar lideranças para gerir a diversidade de forma inclusiva e estratégica.