Gestão Estratégica

Gestão de riscos: o que é e as melhores formas de implementá-la

Gestão de riscos: o que é e as melhores formas de implementá-la

Publicação : 20/12/2019

Por Siteware

14 min

(Clique no player para ouvir a narração do nosso post sobre Gestão de Riscos. Escreva para nós o que você achou nos comentários!)

Risco significa ousar. É uma palavra que vem do latim (risicu) e se trata da possibilidade de algo dar errado. Assim, os riscos estão presentes em todas as atividades do homem e das organizações.

Para ter um bom gerenciamento e controle de riscos, é fundamental que os riscos sejam quantificados e qualificados. Dessa forma, é possível eliminar ou reduzir as possíveis perdas financeiras, bem como maximizar o aproveitamento das oportunidades positivas de ganhos e geração de valor para as pessoas e organizações.

Neste post você vai entender o que é gestão de riscos, como fazer, além de algumas formas e ferramentas de gestão de riscos.

Com isso, depois da leitura, você estará dominando diversos conceitos sobre o gerenciamento de riscos empresariais.

Aproveite e leitura e coloque em prática para garantir mais segurança e sustentabilidade ao seu negócio!

Saiba mais: Livros sobre gestão de riscos: 9 dicas que vão te ajudar a lidar melhor com esse tema na sua empresa

O que é gestão de riscos, afinal?

Antes de entender como fazer gestão de riscos, é importante se familiarizar com esse conceito de gestão empresarial, isto é: compreender definitivamente o que é gestão de riscos.

Confiar esta definição de gestão de riscos:

Gestão de riscos empresariais é a coordenação de todas as atividades relacionadas a evitar que uma organização seja afetada de forna negativas (ou deixe de aproveitar de forma positiva) uma conjuntura ou cenário futuro, ou mesmo um incidente interno ou externo com potencial de acontecimento recorrente.

Assim, a gestão de riscos não trata apenas das ameaças ao seu negócio, mas também de oportunidades que não devem ser desperdiçadas.

Por exemplo: uma empresa que sabe que sofre “apagões” e sua região, deve criar planos de contingência para manter o fornecimento de energia elétrica e evitar que a produção pare. Por outro lado, ao perceber que esses apagões geram demanda por lanternas, digamos, e essa é uma das mercadorias que produz e vende, deve se preparar para atender a essa necessidade dos clientes.

Agora que você já sabe o que é gestão de riscos, vamos conhecer algumas formas de gestão de riscos empresariais?

Gestão de riscos e compliance são duas atividades extremamente relacionadas, por isso, vale a pena conhecer melhor o que é compliance. Assim, assiste a este vídeo de nosso canal no YouTube:

Veja também: Entenda o que é compliance nas empresas e a importância desse conceito

Mas quais são as melhores formas de gestão de riscos?

Você já sabe o que é gestão de riscos, mas como fazer a gestão de riscos? Do que se trata isso, na prática?

Para que você domine essas técnicas, vamos apresentar alguns modelos de gestão de riscos. São formas de fazer isso, dependendo das áreas da empresa a que se relaciona o gerenciamento dos riscos empresariais.

Formas de gestão de riscos

Entenda: proporcionalmente, quanto maior o risco de uma atividade ou de um negócio, maior pode ser seu retorno financeiro ou econômico.

Este fato proporciona grande pressão na gestão para que exista um adequado nível de risco, proporcional ao apetite da empresa.

Para os gestores, é fundamental que existam habilidades, sistemas, métodos e ferramentas para administrar e gerenciar os riscos rotineiramente. Essas são as formas de gestão de riscos que devem ser usadas.

Na verdade, pode-se notar em uma organização diferenciada, de sucesso e com excelência de gestão, que ela se propôs a correr riscos que a concorrência não se propôs a correr.

Também demonstra que essa organização adotou formas de gestão de riscos satisfatórias. Dessa forma, consegue alcançar dos objetivos estratégicos, com base em processos e operações de elevado nível de resultados.

Veja algumas das forma de gestão de risco nas empresas:

  • Gestão de risco de mercado: deve preparar a empresa para a flutuação de preços de matérias-primas que usa e outros recursos.
  • Gestão de risco de crédito: visa proteger a empresa de eventuais perdas de receitas em função de vendas a prazo.
  • Gestão de risco de liquidez: manter o caixa da empresa com recursos suficientes para arcar com as obrigações do negócio.
  • Gestão de risco operacional: ficar atento a fatores externos, como clima, legislação, economia e outros, assim como internos, como greves, falta de manutenção etc., que podem levar a parada das operações da empresa.

Veja também: Gestão de riscos financeiros: 7 passos para evitar prejuízos e alcançar melhores resultados

O conjunto dessas e de outras formas de gerenciamento de riscos pode ajudar os gestores a criarem um mapa de gerenciamento de riscos.

Assim, a empresa estará preparada para detectar as oportunidades e ameaças que deve aproveitar ou evitar.

Agora que você viu algumas fomas de gestão de riscos, confira os benefícios de manter essa prática na empresa.

Confira mais detalhes em nosso blog: Indicadores de gestão de riscos: como funcionam e sua importância no gerenciamento de crises

Conheça 6 importantes benefícios de se aplicar técnicas de gestão de riscos em sua empresa:

  • Suporte aos processos decisórios da alta administração;
  • Identificar oportunidades de resultados positivos – valor;
  • Eliminar e/ou reduzir possibilidades de perdas – destruição de valor;
  • Cumprimento legal e regulatório;
  • Reduzir custos do capital em função da percepção de segurança e transparência para investidores, financeiras, seguradoras e mercado;
  • Melhorar processos de governança corporativa, auditoria e certificações.

Para conseguir se beneficiar todas essas vantagens, existem algumas ferramentas de gestão de riscos. Conheça algumas delas.

4 ferramentas de gestão de riscos

1. What If

E se acontecer isso? E se acontecer aquilo?

É com base nesse tipo de perguntas que funciona a ferramenta de gestão de riscos What If.

Assim, se você for lançar um novo produto, por exemplo, deve fazer perguntas com essas:

  • E se um concorrente lançar um produto semelhante?
  • E se uma matéria prima mudar de preço?
  • E se for criado um novo imposto sobre esse tipo de produto?
  • E se houver problemas com os canais de distribuição?

Dessas forma, sua equipe deve analisar como se preparar caso alguns dessas “Ifs” vier mesmo a acontecer.

2. PFMEA

PFMEA significa Process Failure Mode and Effective Analysis, isto é: Modo de falha de processo e análise eficaz.

Trata-se de uma ferramenta que, além de identificar e avaliar as chances de ocorrer determinado risco, você também consegue determinar ações que precisam ser tomadas para diminuir a ocorrência de falhas.

Em nosso blog, já escrevemos diversos posts sobre a PFMAE, também chamada apenas de FMEA.

Leia alguns deles:

3. Análise preliminar de riscos

A APR visa, de forma bem simples e prática, prever riscos e a possibilidade de que ocorram em sua empresa.

E o modo de fazer isso não é nada complexo.

Você deve fazer uma lista de todos os riscos que imagina serem possíveis de ocorrer em relação a a determinado processo, juntamente com suas causas.

Em seguida, para cada risco, uma nota entre 1 e 3. Quanto maior a nota, maior a probabilidade do risco ocorrer, assim, você priorizará quais deles devem ser prevenidos com mais urgência.

4. Matriz GUT

Essa matriz ajuda a priorizar as providências a serem tomadas para evitar riscos de uma forma mais complexa.

GUT é uma acrônimo para as palavras:

  • Gravidade
  • Urgência
  • Tendência

Depois de listar os riscos que acredita que possam afetar sua empresa, você deve colocá-los em uma planilha. Em seguida, coloque em frente de cada risco 3 colunas, cada uma correspondente a um dos quesitos a serem avaliados: gravidade, urgência e tendência.

Assim, você deverá dar notas para cada um deles, de 1 a 5. Veja nesta ilustração como funciona essa matriz e quais os critérios usados para dar as notas.

matriz GUT para gestão de risco

Para obter os resultados totais, você multiplica as notas de cada risco. Assim, com base nos resultados, pode priorizar os riscos de notas mais elevadas como aqueles que precisam ser prevenidos com mais urgência.

Saiba mais: Como utilizar a matriz GUT ou matriz de priorização de processos?

Veja também este vídeo:

Implementando a gestão de riscos

O caminho a ser construído exige métodos e ferramentas adequadas para o mapeamento dos processos e operações críticos. Além disso, a identificação e consequente redução dos possíveis danos de riscos relevantes também é parte essencial da gestão de riscos.

As atividades de monitoramento e controle interno devem ser ajustadas e melhoradas em função do risco e é preciso utilizar sistemas informatizados que proporcionam um adequado suporte estratégico à gestão do negócio.

Outro processo importante na escolha de formas de gestão de riscos é o de comunicação estruturada sobre riscos do negócio entre as áreas da organização. Esse deve ser destaque na agenda do gestor de resultados para o sucesso de qualquer programa ou projeto.

Processos com elevado nível de compliance acabam por ter resultados mais satisfatórios. Isso porque, quando todas as pessoas comprometidas entendem o que é, qual o propósito e como colaboram com a mitigação dos riscos, os projetos se tornam mais bem desenvolvidos.

Leia mais: O que é Compliance nas empresas e qual sua função?

Liderança e gerenciamento de riscos

A correlação entre o gerenciamento diário de risco e uma liderança forte é tão intensa que merece estar em destaque nas políticas e normas internas de conduta da organização.

Paralelamente, os processos de monitoramento e controle da alta administração também precisam ser ajustados. Dessa forma, eles proporcionam aspectos de antecipação de riscos relevantes, análises de custo-benefício e geração de valor.

Inovação, sustentabilidade, produtividade, competitividade e muitos outros são temas alvo que impõem aos líderes das organizações um conhecimento adequado e necessário sobre os riscos que os próprios temas naturalmente trazem quando são levados a sério, em nível de excelência.

Adalberto A. Nascimento Jr.
MBA em Gestão Empresarial – Sócio e Consultor em Gestão Empresarial.
ASGEM – Assessoria em Gestão Empresarial
[email protected]

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