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Liderança feminina nas organizações: veja como ser uma girlboss

Liderança feminina nas organizações: veja como ser uma girlboss

Publicação : 12/03/2020

Por Lorrana Freitas

11 min

pessoas em reunião com liderança feminina nas organizações
pessoas em reunião com liderança feminina nas organizações

A luta pela igualdade de gêneros é um assunto que começou a ser discutido em círculos de intelectuais desde o fim do século XIX. Cerca de 150 anos depois o assunto ainda fervilha. Atualmente, há uma grande preocupação com a liderança feminina nas organizações, entre outras pautas.

Dados de 2016 do IBGE mostram que as mulheres estudam mais do que os homens durante os anos escolares. Segundo o Inep, elas são maioria também nas salas do ensino superior. Ainda assim, essa presença não se reflete nos cargos mais altos das empresas.

Neste artigo, vamos falar sobre a gestão feminina nas organizações. Além de apresentar o status das mulheres no mundo corporativo atual, vamos também explorar as vantagens de garantir a elas lugares na tomada de decisão e dicas para se tornar uma girlboss de verdade.

Um raio-x da liderança feminina nas organizações

É verdade que as mulheres já percorreram um longo e frutífero caminho rumo à equidade de gêneros desde o fim do século retrasado. Apesar disso, ainda há um trecho igualmente longo pela frente.

No Brasil, somente cerca de um terço (29%) das empresas têm mulheres em cargos de direção, segundo o relatório “Women in business: beyond policy to progress”, da consultora Grant Thornton. A média é superior à mundial, de 24%. Mas o número preocupa ainda mais, se pensarmos que a participação feminina na tomada de decisão das empresas diminuiu de 2017 para 2018.

Por que ter gestão feminina nas organizações?

Muita gente ainda não entendeu essa parte, mas garantir a liderança feminina nas organizações está longe de ser uma questão de “politicamente correto”. Muito mais que isso, está diretamente ligado ao desempenho da empresa e também ao próprio desenvolvimento da economia. Veja a seguir algumas razões por que é uma boa ideia trazer as mulheres para a linha de frente.

Introduzir diversidade no pensamento

“Insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes”. Essa máxima — atribuída a Albert Einstein, mas de autoria real da escritora Rita Mae Brown — tem tudo a ver com o aumento da liderança feminina nas organizações.

A inovação é uma necessidade real em todas as empresas. Mas quanto é possível inovar contando sempre com as sugestões de um mesmo perfil de liderança? Muitas vezes, para conseguir uma abordagem realmente inovadora, é preciso mesmo de uma outra perspectiva.

As mulheres têm uma vivência de mundo diferente dos homens, porque passam por outros tipos de problemas, outros desafios e têm outras necessidades. Isso faz com que elas consigam enxergar o mundo sob outro prisma. No mundo corporativo, isso significa poder propor caminhos totalmente novos para a gestão. O mesmo vale para outros grupos minoritários, como negros e homossexuais.

Reduzir a violência contra a mulher

A dependência financeira é, segundo um levantamento da ONG Centro pelo Direito à Moradia contra Despejos (Cohre), um dos maiores fatores ligados à violência doméstica. Na pesquisa, 24% das mulheres entrevistadas declararam que, apesar das agressões, não se separam do companheiro por não terem como se sustentar.

Colocar mulheres em cargos com melhor remuneração é uma forma importante de quebrar esse ciclo da violência doméstica. Com melhores possibilidades de garantir uma vida digna para si e os filhos, essa mulher tem condições de sair de casa e denunciar o seu agressor.

Incentivar o empoderamento feminino

A representatividade é um dos temas que tem sido muito falado nos últimos anos. Em termos simples, a ideia é que a presença de perfis diferentes em filmes, séries e posições de poder mostra para as pessoas de grupos minoritários que elas também podem ocupar aqueles espaços.

Investindo na liderança feminina nas organizações, a empresa incentiva outras mulheres a chegarem a esses lugares de poder. Isso é bom não só para a autoestima, mas também para a própria empresa. Como vimos lá no início deste artigo, as mulheres são, em média, mais bem preparadas do que os homens. Então, que tal aproveitar toda essa capacitação nos cargos certos?

Como ter mais mulheres líderes nas empresas? 

Promover a igualdade de gêneros na teoria é bem mais fácil do que na prática. Muitas vezes, as empresas não sabem nem por onde começar a implementar as mudanças. Pode não ser um bicho de sete cabeças, com as dicas a seguir para ter mais liderança feminina nas organizações.

Combater práticas machistas na empresa

Ao contrário do que pensa a maioria, o machismo não é uma característica pessoal de um grupo específico de homens. Longe disso, essa mentalidade está no inconsciente coletivo e nas regras de convivência da nossa sociedade.

Portanto, as empresas precisam manter-se atentas para incentivar um ambiente mais igualitário. Algumas medidas são tão simples quanto garantir o momento da fala das mulheres durante as reuniões, reprimindo o chamado “menterrupting” (interrupção do discurso de uma mulher por um homem, que “rouba” a fala).

Dar os créditos às mulheres pelas ideias, evitando o “mansplaining” (quando um homem explica para a mulher a ideia dela mesma, ou um assunto sobre o qual ela tem mais propriedade).

Outras ações podem estar mais relacionadas aos valores da empresa, como garantir um percentual mínimo de mulheres em cargos de gestão no seu planejamento estratégico.

Integrar as mães no local de trabalho

Um dos maiores motivos que continuam retirando as mulheres do mercado de trabalho é a maternidade. Longe de ser uma escolha, grande parte das profissionais fazem isso pela dificuldade em conciliar o emprego com o trabalho de criar um novo cidadão para o mundo.

Para ter mais liderança feminina nas organizações, é imperativo dar condições para que essas mães consigam exercer seus dois papéis sociais contemporaneamente. Isso pode ser feito por meio de uma série de ações. Alguns exemplos:

  • Aderir ao Empresa Solidária, aumentando a licença maternidade para 6 meses e a paternidade, para 20 dias;
  • Ter uma sala de amamentação, para que as mulheres possam fazer a coleta do leite materno para seus filhos;
  • Ter uma política clara de repreensão do assédio moral ligado às funções parentais (por exemplo, o chefe brigar com o/a funcionário/a que precisa sair mais cedo para ir à reunião de pais na escola);
  • Oferecer como benefício um auxílio creche ou auxílio babá para homens e mulheres com filhos.

Estar atento ao talento feminino

De acordo com uma pesquisa do LinkedIn, os perfis femininos que se candidatam a vagas de trabalho têm 13% menos chances de serem analisados do que os masculinos. Em outros termos, isso quer dizer que os recrutadores ignoram os CVs de mulheres antes mesmo de considerá-las realmente para o trabalho.

Na maioria das vezes, essa não é uma escolha consciente, e os recrutadores nem se dão conta de que estão deixando passar esses perfis. Justamente por isso é fundamental estar especialmente atento aos currículos de mulheres. Como a tendência no mundo corporativo é olhar menos para esses perfis, para garantir mais liderança feminina nas organizações é preciso haver uma ação consciente para enxergar as habilidades das mulheres na seleção de talentos.

Mulheres, tomem o protagonismo

É verdade que a estrutura precisa mudar para que haja mais liderança feminina nas organizações. Meninas são educadas, desde cedo, a ter uma vida mais doméstica, evitar conflitos, ser discretas e não correr tantos riscos.

Todas essas orientações são colocadas em prática durante a vida adulta, inclusive quando elas chegam ao mercado de trabalho. Por isso, as mulheres que já chegaram à vida adulta precisam desconstruir determinadas ideias para conseguirem competir em pé de igualdade com os homens.

O assunto é bastante complexo e não há uma fórmula mágica que vá fazer isso acontecer de um dia para o outro. Mas a apresentação de Sheryl Sandberg no TED dá três dicas de muito valor para que as mulheres tomem o protagonismo e consigam se inserir em posições mais altas nas empresas. Assista:

Você é gestora e gostaria de alcançar posições ainda mais altas na sua carreira? Ou é gestor e quer dar mais espaço para a liderança feminina na sua organização? Em ambos os casos, a recomendação é automatizar as tarefas repetitivas e apostar nos processos.

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