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FMEA: exemplo prático para identificar falhas e melhorar a qualidade de processos e produtos

FMEA: exemplo prático para identificar falhas e melhorar a qualidade de processos e produtos

Publicação : 05/04/2019

Por Siteware

8 min

FMEA: exemplo prático
FMEA: exemplo prático

O “Failure Mode and Effect Analysis”, ou, na tradução para o português, a Análise de Modos de Falha e seus Efeitos, é uma metodologia que auxilia inúmeras empresas na identificação de possíveis falhas em processos e produtos.

Ver um exemplo prático de FMEA é essencial para entender como as causas e efeitos de possíveis problemas na empresa podem ser extremamente negativos e afetar a produção.

E mais do que isso, perceber que a técnica pode ajudar a prevenir e reduzir falhas, priorizar correções, revisar processos e assim melhorar a qualidade de produtos entregues.

Já tivemos a oportunidade de escrever um texto completo sobre o que é FMEA e suas principais vantagens. Vamos agora ao exemplo de FMEA?

Como aplicar FMEA em 4 etapas

1- Identificar possíveis modos de falha

O primeiro passo é identificar os possíveis modos de falha em sua indústria. Ou seja, naquela operação X, em quais pontos poderia falhar? Seria importante descrever também possíveis efeitos e causas dessas falhas.

Este brainstorming inicial pode ser realizado tanto com auxílio da engenharia como de profissionais do campo e gestores de processos. Ele servirá para que você possa aplicar o FMEA e, assim, classificar consequências potenciais de problemas em sistemas, processos ou funções.

2- Analisar os riscos

A segunda etapa é analisar os riscos de cada modo de falha, se perguntando quão crítica ela é, quão provável ela pode ocorrer e quão fácil será para detectá-la. Essas respostas devem ser traduzidas em números, uma escala de 1 a 10 para os três tópicos:

Gravidade do problema (G)

Classificação que deve considerar questões importantes para a empresa e seus clientes, como padrões de segurança, meio ambiente, perda de negócios, reputação prejudicada etc.

Escala: 1 indica um baixo impacto e 10 indica alto impacto.

Probabilidade de ocorrência (O)

Classificação que indica a probabilidade de a falha ocorrer durante a vida útil que se espera daquele produto.

Escala: 1 indica nada provável de ocorrer e 10 muito provável, inevitável.

Probabilidade de detecção da falha (D)

Classificação que mostra a probabilidade de o problema ser detectado e resolvido antes de ocorrer.

Escala: 1 é muito provável e 10 não é nada provável.

Note que a escala é semelhante na gravidade e probabilidade de ocorrência (G e O) – onde 10 indica o mais grave ou a maior probabilidade – mas será invertida na detecção (D), onde 10 indica a menor probabilidade.

3- Gerar a prioridade de risco

Agora multiplique os três números obtidos para gerar o que chamamos de “número de prioridade de risco”, o RPN (do inglês Risk Priority Number). Este RPN será o valor prioritário que classifica os modos de falha.

Ou seja, quanto maior for o número, mais crítica será aquela falha. O que significa que uma medida ou ação corretiva deve ser tomada o quanto antes para evitar maiores problemas.

A fórmula para a pontuação de risco, portanto, é:

  • G x O x D = RPN

4- Identificar os RPNs

Ao identificar o maior RPN, você saberá por onde deve começar para melhorar os processos da produção. Fazer um brainstorming com recomendações para ajudar a prevenir ameaças potenciais é imprescindível, assim como definir as prioridades e ações corretivas.

Uma vez que o projeto foi modificado com base em uma solução proposta, o ideal é repetir o processo do FMEA para revisar e certificar-se que os pontos de falha estejam controlados. O número de RPN deve estar sempre baixo.

Confira este exemplo de um formulário FMEA bastante completo:

Fonte: Revista ESPACIOS

Veja também: Você sabe o que é Poka Yoke? Descubra como essa ferramenta pode ajudar os negócios

FMEA: exemplo prático de cálculo

Vamos considerar o processo de instalação de um cinto de segurança em uma montadora de automóveis. Neste exemplo de FMEA, três modos de falha foram identificados:

  1. Cor errada do cinto
  2. Fecho/parafuso não aperta totalmente
  3. Peça desalinhada

Nota para cada modo de falha:

1) Cor errada do cinto

  • G = 5
  • O = 4
  • D = 3

Total: 5 x 4 x 3 = 60

2) Fecho/parafuso não aperta totalmente

  • G = 9
  • O = 2
  • D = 8

Total: 9 x 2 x 8 = 144

3) Peça desalinhada

  • G = 2
  • O = 3
  • D = 4

Total: 2 x 3 x 4 = 24

Conclusão:

Note neste exemplo de FMEA que, ao usar a fórmula do RPN, o maior número foi o do segundo modo de falha. Enquanto o resultado dos outros ficou em 60 e 24, este totalizou 144.

O que quer dizer que a provável falha relacionada ao parafuso do cinto, que não está apertando totalmente, deve ser a prioridade para melhoria de processo da empresa. Caso a companhia ignore o indicador, o resultado poderá prejudicar a empresa e os clientes em relação à satisfação e qualidade e, mais do que isso, neste caso em segurança.

Este exemplo de FMEA foi demonstrado pela plataforma MoreSteam em uma tabela que você pode facilmente copiar e desenhar no Excel ou mesmo no papel:

Importante:

Além dos números de 1 a 10 e o cálculo para chegar ao RPN, não se esqueça de escrever as principais causas e os efeitos de cada falha. Esse tipo de análise pode ajudar todos os envolvidos na busca pela excelência de processos e produtos.

Agora que você já viu o FMEA em um exemplo prático preenchido, que tal tentar aplicá-lo em sua empresa? Assim você garante a melhoria contínua de seus processos e a confiabilidade total de seus produtos!

Outra ferramenta muito empregada para definir prioridades em projetos que precisam de melhorias é a GUT. Confira este vídeo de nosso canal exclusivo no YouTube e aprenda como usá-la:

Confira em nosso site: O que é Matriz de Risco: passo a passo para implementar essa ferramenta na sua organização

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Daniella DoyleJornalista e Publicitária de formação, está no mercado há mais de 15 anos com foco em gerar resultados para empresas B2B por meio de estratégias online e offline. Adora uma nova tendência e trabalhar com métricas e metas. É gerente de marketing na Siteware e, quando sobra um tempinho, aproveita para tricotar e pintar!