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Entenda os métodos Top-down / Bottom-up de gestão e organização

Entenda os métodos Top-down / Bottom-up de gestão e organização

Publicação: 10/03/2017

Por Siteware

10 min

top down bottom up
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Atualmente há uma falsa polarização entre os modelos de gestão e organização. Eles têm sido apresentados — seja o top-down, bottom-up ou outros — como se fossem inconciliáveis. Mas a gestão é uma ciência humana, e isso significa que há espaço para usar a criatividade também na forma de combinar a metodologia.

Top-down e bottom-up não são conceitos antagônicos. Ao contrário, podem ser até complementares. Para isso, basta entender bem as ferramentas e saber se apropriar delas de acordo com a sua necessidade em cada momento e em cada projeto.

Este post apresentará os métodos top down e bottom up para ajudar você a encontrar o ponto de equilíbrio necessário para uma efetiva gestão de resultados em sua empresa. Leia e torne-se um gestor ainda mais versátil!

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Métodos top-down; bottom-up: entenda as diferenças

Os métodos mais tradicionais de gerenciamento são identificados com a metodologia top-down, nos quais os gestores estabeleciam completamente todas as etapas de planejamento. No entanto, eles foram corroídos pelas inovações tecnológicas e as mudanças recentes dos ambientes de negócio.

A importância de capacitar os membros da equipe e a necessidade de extrair o melhor de cada colaborador levou à implantação da metodologia bottom-up. Nela, as metas de negócios são estabelecidas pela equipe, e a responsabilidade de planejar os detalhes exatos fica a cargo dos profissionais que atuarão efetivamente no projeto.

Os gerentes, por exemplo, tendem a ser “rotulados” de duas formas: você é um gestor tradicional (top-down), que acredita no poder organizativo de cadeias claras de comando; ou um gestor colaborativo (bottom-up) que aposta em organizações horizontais, colocando-se no papel de facilitador.

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Defensores de ambos os métodos polemizam a respeito de qual alternativa é a melhor e oferecem motivos pelos quais deve-se aderir a uma e abandonar a outra. No entanto, a marca de um bom gestor é o reconhecimento de que quanto mais complexo é o desafio, menores são as chances de solucioná-lo a partir de uma escolha simples.

A verdade é que os métodos top-down e bottom-up não são mutuamente exclusivos. O equilíbrio entre ambos, porém, nem sempre é fácil de se alcançar.

Assista o vídeo abaixo (em inglês) para ver como aplicar as metodologias no processo de tomada de decisão:

Ascensão do bottom-up

A metodologia bottom-up emergiu dos ideais igualitários que varreram o mundo ocidental no século XX. Ela enfatiza a participação como a melhor forma de desenvolver todas as habilidades e competências que os profissionais de uma empresa têm para oferecer.

Mesmo que as raízes dessas ideias já estejam, por algumas décadas, circulando mundo afora, o método bottom-up ainda é, sobretudo em nosso país, apresentado como uma novidade. Para seus defensores, mesmo as grandes empresas, até hoje, não conseguiram aprender suas valiosas lições.

É claro que a gestão bottom-up tem suas vantagens. A partir da contribuição de um grande número de pessoas, as chances de sucesso e acerto são consideravelmente aumentadas: você pode aproveitar as melhores ideias de profissionais experientes e capacitados, em vez de apenas ditar tarefas que devem ser executadas dentro de determinado período de tempo.

Além disso, o método bottom-up contribui, de certa forma, para fazer renascer nos colaboradores o orgulho profissional, o senso de pertencimento e o espírito de equipe — elementos cruciais para elevar o engajamento, a motivação e, consequentemente, a produtividade da equipe de trabalho.

O ressurgimento do top-down

Enquanto a metodologia bottom-up é frequentemente associada à inovação na gestão de resultados, o método top-down permaneceu sendo muito importante na prática e recentemente tem havido importantes movimentos em direção à sua reabilitação junto à organização de processos.

O top-down define direcionamentos claros e nem sempre valoriza igualmente a contribuição de todos. Steve Jobs, por exemplo, dominou o mercado de tecnologias de consumo com produtos únicos e escolhas de design que eram da própria Apple, raramente ouvindo grupos focais ou seguindo tendências existentes.

Nem é preciso dizer o quanto o método top-down foi efetivo para a gestão de resultados da Apple. No espaço de poucos anos, ela se tornou uma das empresas mais bem-sucedidas da História e sua marca é amplamente reconhecida em todo o mundo.

A despeito das diversas críticas dirigidas ao estilo de gestão e organização de Jobs, sua eficácia e estrondoso sucesso dificultam a sustentação de teses, segundo as quais, somente o método bottom-up é capaz de levar as empresas a adotarem estratégias inovadoras.

Em alguns contextos, é preciso uma gestão forte e visionária para estabelecer um sentido claro de direção. De outra forma, a empresa tende a se perder em um emaranhado de opiniões desconexas que, ao fim, podem levar ao comprometimento do negócio.

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Aplicação do método top-down/ bottom-up na gestão de resultados

Mas a verdade é que os gerentes e demais profissionais da gestão podem e devem ter ambos os métodos ao seu lado. Nenhum dos dois métodos funciona bem se forem tomados em absoluto. No interior da empresa, geralmente, há espaços para a coexistência. A razão é simples: a utilidade de qualquer metodologia depende do que você deseja alcançar.

Escolher o método certo é, por si só, um grande desafio. Como gestor, no entanto, é sua responsabilidade oferecer orientação para a equipe e organizar as ações da empresa. Fundamentalmente, essa responsabilidade relaciona-se ao método top-down: você deve definir os objetivos e garantir que não sejam deixados de lado.

Todavia, no que diz respeito à execução, não significa que você tenha que dirigir cada tarefa em detalhes. Pelo contrário, isso seria algo extremamente prejudicial. A mesma posição que confere a você o poder de decisão é, comumente, a única que impede que tudo desmorone.

Portanto, defina os parâmetros para a sua organização a partir da administração (top-down) — isso deve incluir metas, design, o tipo de marca que você quer ter, etc. Em seguida, use esses parâmetros para enquadrar as decisões de baixo para cima (bottom-up).

Além disso, tais parâmetros não devem ser restritivos, pois a sua equipe de trabalho precisa de certo nível de autogerenciamento para desenvolver seu potencial criativo. Dessa forma, top-down é desdobramento de metas e bottom up é a consolidação delas.

Se você possui boas ideias para produtos ou mesmo processos inovadores, você poderá envolver uma ampla gama de colaboradores para auxiliá-lo no planejamento e na implementação do projeto.

Sendo assim, será possível fortalecer uma cultura de gestão realmente dinâmica e solidária e, ao mesmo tempo, deixar que sua equipe decida qual a melhor forma de fazer isso acontecer. Os métodos top-down/ bottom-up trarão ainda otimização da gestão de resultados se você valorizar cada ideia apresentada, pois isso contribui para aumentar os níveis de compromisso e engajamento dos membros do seu time.

Uma boa forma de organizar essas metodologias e simplificar a sua aplicação é com a ajuda de um software de gestão de processos. O STRATWs One, solução criada pela Siteware, faz exatamente isso.

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