Gestão Estratégica

Como elaborar um planejamento financeiro eficiente para Startups: 5 passos simples

Como elaborar um planejamento financeiro eficiente para Startups: 5 passos simples

Publicação : 07/02/2020

Por Siteware

13 min

planejamento financeiro para startups
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Você sabe o que é um Planejamento Financeiro? Conhece a importância de fazer um de forma eficiente?

Primeiramente, antes de você dar continuidade ao artigo, o que eu posso te afirmar é que: um negócio sem planejamento financeiro não deve durar muito tempo.

Eu sei que você pensou em abrir um negócio para fazer o que gosta, e que muito provavelmente não é da área de finanças. Mas o fato é: sem um planejamento financeiro seu negócio fica exposto a uma série de complicações que podem prejudicar seu desempenho futuro ou, no pior dos casos, ter impacto na sua vida financeira pessoal!

Por isso, hoje a nossa ideia é te ajudar a entender que, da mesma forma que você se preocupa com a qualidade do seu produto e serviço, deve ter bastante cuidado com as finanças da sua empresa. Isso é essencial para que o seu negócio cresça e alcance os resultados que você almeja.

Neste post, você vai descobrir o que é, qual a importância, principais vantagens e passos simples de como elaborar um planejamento financeiro.

O que é planejamento financeiro?

Planejamento financeiro é o ato de organizar as finanças da sua empresa pensando no futuro, com o objetivo de manter a saúde do negócio. Para isso, você deve conhecer e controlar as suas receitas e despesas e criar metas e estratégias voltadas para o crescimento.

O ato de Planejar pressupõe a sua capacidade de organização. Logo, exige controle, previsão e orçamentos de curto e longo prazo.

É claro que jamais será possível antecipar 100% do futuro financeiro da sua empresa. Mas, com um bom planejamento é possível chegar o mais perto disso.

A ideia principal é que você antecipe situações que possam vir a comprometer as finanças do seu negócio e desenvolva métodos adequados para o atingimento dos objetivos financeiros.

Mas, calma! Fazer um planejamento não é tão complicado quanto parece. Basta saber quanto dinheiro entra e sai da empresa. Portanto, esse conhecimento para fazer os melhores investimentos e evitar dívidas.

Após concluir o seu planejamento, acompanhe-o com uma frequência pelo menos mensal, para garantir que a estratégia está sendo seguida. E, caso contrário, mude o seu rumo de forma consciente.

Qual a importância do planejamento financeiro?

Planejamento é crucial para todos e em qualquer área de atuação.

Ter um planejamento significa enxergar com mais clareza o que acontece na sua empresa, e tomar as melhores decisões que vão ajudar a alavancar seu negócio.

Nem tudo vai acontecer sempre como o planejado. Assim, ter um controle financeiro vai te ajudar a ter mais previsibilidade.

Em startups, é muito comum que os próprios gestores lidem com as finanças da empresa, já que contratar uma equipe para cuidar do dinheiro pode ser uma operação muito cara inicialmente. No entanto, ter essa função sem o conhecimento devido pode ser prejudicial.

Em alguns casos, os resultados apresentados são: falsos lucros, confusão com os gastos pessoais e a falta de conhecimento a respeito de indicadores importantes para a evolução do negócio.

As vantagens de fazer um planejamento financeiro?

Existem inúmeros benefícios para aqueles que elaboram um planejamento financeiro adequado, tais como:

Evitar confusão entre gastos pessoais e da empresa

Algo muito comum entre pequenas empresas é a frequente confusão entre finanças pessoais e empresariais. Diante disso, a falta de um planejamento financeiro pode intensificar essas situações, o que normalmente acaba por impedir o crescimento da empresa. Afinal, para crescer, os maiores investimentos devem ser no seu negócio, e não em você mesmo!

Pode parecer radical, mas se você faz parte da parcela de gestores que confunde o caixa da sua startup com o seu caixa pessoal, tenho certeza que um planejamento financeiro é o ideal para você!

Ter controle financeiro e previsibilidade

Ter um negócio próprio não é uma tarefa fácil, e a falta de uma previsibilidade financeira pode dificultar ainda mais seu trabalho. Assim, pode até mesmo tirar seu foco do que realmente importa: a satisfação do cliente e dos seus colaboradores.

Não ter um controle financeiro significa enfrentar dores de cabeça no período de pagamento dos funcionários e, em alguns casos, até mesmo atrasar o pagamento!

Além disso, não conseguir realizar os devidos investimentos na sua equipe pode ter como consequência a formação de um time que não se sente engajado com as metas e não busca os melhores resultados.

Por isso, se você está se perguntando como manter seus colaboradores motivados, a solução pode estar em realizar bons investimentos na sua equipe, o que se torna praticamente impossível para empresas que não possuem um controle financeiro adequado!

Diminuição da inadimplência

Vivemos em um país onde mais de 40% da população adulta enfrenta dívidas, e com as empresas não é tão diferente disso! Estamos falando de mais de 5,5 Milhões de MPEs inadimplentes. Assim, boa parte dessas empresas estão nessa situação justamente por não realizarem o devido controle financeiro.

Desse modo, a forma mais fácil de diminuir as dívidas da sua empresa é por meio de um bom planejamento financeiro, o qual irá lhe ajudar a priorizar quais contas deve pagar, e saber se na sua situação vale mais a pena expandir, ou conter os gastos.

Os 5 passos para montar um planejamento financeiro eficiente

1 – Planejamento de gastos

Se você chegou até aqui, muito provavelmente possui dificuldades em registrar os seus gastos.

Por isso, você precisa começar realizando suposições de quanto pretende gastar em um determinado período.

Uma dica é definir períodos trimestrais, semestrais ou anuais, e quanto maior sua dificuldade em acompanhar os indicadores, menor deve ser o período, afinal, menor será sua margem para erros!

Encare isso como um rascunho que irá supor onde sua empresa está, para então começar a pensar a respeito de onde deseja chegar.

Por isso, faça um levantamento, mesmo que teórico, de alguns pontos principais como:

  • Faturamento ao longo do período determinado;
  • Ticket médio do produto ou serviço;
  • Quantidade de clientes ativos dentro da empresa;
  • Gastos totais da empresa;
  • Dívidas (se existentes).

Nessa etapa, é importante entender que existem diferenças entre os custos fixos e variáveis da sua empresa, portanto, lembre-se de organizar considerando essas categorias.

Podemos classificar os gastos da seguinte forma:

  • Custos Fixos: É uma variável da produção que independe da quantidade produzida, ou seja, independentemente do seu faturamento, quantidade de produtos vendidos ou serviços prestados, o custo no período será o mesmo. Um grande exemplo de custo fixo é o aluguel pago na sede, salário dos colaboradores, etc.
  • Custos Variáveis: Esse indicador, como o próprio nome indica, trata-se de uma quantia que irá variar conforme a sua produção, podendo ser superior ou inferior conforme você vende mais, ou menos. Um exemplo de custo variável é a conta de energia da empresa ou bonificações pagas no período estabelecido.

Independentemente de como isso será feito, o importante é conseguir entender o panorama atual da sua empresa, para então conseguir traçar um planejamento mais preciso.

Saber onde se está é o primeiro passo para entender onde se deseja chegar. Afinal, para quem não sabe onde vai, qualquer caminho serve!

2 – Controle financeiro

Após entender a situação da empresa, está na hora de estabelecer um controle financeiro!

Nessa etapa, o principal a ser feito é registrar os gastos que são realizados durante o período definido, e buscar entender o quanto a realidade está se distanciando do seu planejamento.

Após isso, você terá o conhecimento real de quanto você realmente gasta, e poderá fazer correções nos dados anteriores, e até mesmo coletar novos indicadores que antes não acompanhava.

Além de coletar os dados, você também poderá identificar o que realmente é relevante para a sua empresa, e quais custos (fixos ou variáveis) podem ser eliminados ou reduzidos.

Ao final desse processo, você terá todos os dados necessários para realizar o tão conhecido Fluxo de Caixa.

3 – Fluxo de Caixa

Muito se ouve falar em fluxo de caixa no mercado, mas afinal, o que essa expressão quer dizer?

Esse processo é um dos mais importantes do setor financeiro, e consiste em realizar um grande balanço da quantia de dinheiro que entrou na empresa, e o quanto que saiu após realizar o pagamento de todas as contas. A partir disso, será possível saber qual o valor que continua no caixa da empresa.

Sem um fluxo de caixa, é muito difícil desenvolver uma boa projeção de investimentos e dívidas a se pagar nos próximos meses, além de não ser possível avançar às próximas etapas.

4 – DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício)

É nessa etapa que você deverá realizar a análise de indicadores para a saúde financeira da sua empresa.

São diversos os indicadores que devem ser analisados, mas os principais que podemos citar são:

  • Margem de contribuição do produto;
  • Margem EBITDA;
  • Ticket Médio;
  • Lucro;
  • Burn Rate;
  • Ponto de equilíbrio.

Perceba que retratei margem como algo diferente de lucro, isso porque na margem ainda não são descontados os impostos. Portanto, não confunda os dois indicadores, ou você estará lidando com um lucro falso!

Essa etapa é de grande importância, e deve ser feita com muito cuidado antes de partir para a próxima.

5 – Análise de investimento

Após todas as etapas, está na hora de analisar o seu caixa e decidir qual será o destino do dinheiro que ainda resta.

É uma decisão muito importante. Por isso, antes de tomá-la, é fundamental se certificar de que os passos citados anteriormente foram feitos da forma correta.

Caso sua empresa esteja saudável financeiramente, talvez seja uma boa hora para começar a investir o lucro nos colaboradores visando obter um melhor desempenho e qualificar sua mão se obra.

Outra possibilidade pode ser investir em expansão, para levar o seu produto ou serviço para outras localizações, e realizar esse tipo de aporte com um bom controle financeiro pode lhe ajudar a evitar dívidas.

Por outro lado, se ao final do processo você perceber que a saúde financeira da sua empresa não anda tão bem, talvez seja a hora de começar a conter gastos e buscar o pagamento de dívidas.

Até porque, agora você sabe exatamente para onde está indo e de onde vem o dinheiro da sua empresa. Logo, está bem mais fácil contornar essa dificuldade.

É importante lembrar que o planejamento financeiro deve ser feito de forma constante.

Após o encerramento de um ciclo, está na hora de voltar para o primeiro passo e começar a análise toda novamente!

Conclusão

O ato de se planejar para o futuro é uma necessidade real para aqueles que desejam manter sua empresa financeiramente saudável.

Por isso, estar atento aos indicadores financeiros da sua empresa e realizar o planejamento periodicamente deve ser uma obrigação para aquelas empresas que desejam prosperar e alcançar os melhores resultados.

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