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Produtos de última geração
Obras do prédio do BHTec, no Bairro Engenho Nogueira, na Região da Pampulha, já estão sendo concluídas para abrigar inicialmente 15 empresas de alta tecnologia
Tratores, escavadeiras e betoneiras ainda ditam o ritmo dos trabalhos no canteiro de obras do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec), na Região da Pampulha. Mas, até julho, os equipamentos de
peso devem sair de cena para dar lugar a aparelhos de última geração. A inauguração do primeiro prédio do complexo, prevista para ocorrer nos próximos dois meses, é a grande marca da tendência da capital como pólo de inovação, tecnologia e ciência. As 15 empresas que vão ocupar o BHTec já estão definidas e agora começam as negociações para atrair multinacionais de tecnologia para âncoras do empreendimento.
As últimas especulações giram em torno de gigantes como Google (empresa de serviços on-line e softwares), Intel (fabricante de processadores para computadores) e Microsoft (criadora de softwares). No último mês, um dos diretores da Google, Jim Laumann, responsável pelas operações mundiais da multinacional em termos de espaço físico e transações imobiliárias, visitou as instalações do parque.Adiretoria do BHTec aguarda, para o próximo mês, uma posição da empresa sobre a possibilidade de transferir para o parque o seu Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para a América Latina, que atualmente funciona num escritório no Bairro Funcionários, na Região Centro-Sul de BH. Apesar das expectativas, a Google, assim como a Microsoft, preferem não comentar o assunto. Já a Intel informou que não tem planos de se instalar em Belo Horizonte.
Enquanto as gigantes multinacionais não vêm, os empreendimentos já definidos para ocupar o primeiro prédio do complexo começam agora a fazer adaptações nas áreas internas para se instalar. “Em agosto, já haverá condições para que elas ocupem o espaço. Novos prédios serão construídos em seguida e a expectativa é de que cerca de 200 empresas integrem o BHTec nos próximos cinco a 10 anos.O projeto está sendo trabalhado para posicionar a capital na economia do conhecimento e criar uma identidade para comprovar que o nosso desenvolvimento está pautado na difusão de inovações tecnológicas”, afirma a gestora executiva de projetos do BHTec, Mariana de Oliveira Santos.
ATRASOS O futuro dos demais prédios do parque tecnológico ainda está pendente. Estava prevista para março a publicação de um edital para selecionar empreendedores imobiliários interessados em construir as novas edificações. Mas, segundo a direção do complexo, detalhes jurídicos ainda atrasam a liberação do documento. “Está sendo feito um delineamento do edital para atender as exigências da lei federal de licitações, pois trata-se da ocupação e exploração de um terreno da UFMG. Como há possibilidade de trazer investimentos privados, são necessários alguns cuidados jurídicos especiais”, acrescenta Mariana.
Com investimentos que beiram os R$ 30 milhões, o BHTec é um projeto concebido em 2005 para criar na capital um pólo de desenvolvimento tecnológico e de atração de empresas que trabalham com produtos de alto valor agregado. Fruto de uma parceria entre a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o governo do estado, a Prefeitura de BH, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG) e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o parque tem 535 mil metros quadrados, sendo 185 mil m² para o empreendimento e o restante reservado para preservação ambiental.
O primeiro prédio, com área de quase 5 mil metros quadrados, terá cinco andares com escritórios, auditórios e salas de reunião. As 15 primeiras empresas a integrarem o parque são: Usiminas, St. Jude Medical Brasil, Labtest, Diagnósticos, Ecovec, Labfar, Mundus Carbo, Zunnit, I-Vision, Samba Tech, Takenet, Siteware, Enacom, ATI, Neocontrol e o Instituto para o Desenvolvimento de Empresas de Base Tecnológica (IEBT).
Fonte: Estado de Minas
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