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BHTec busca modelo de negócio nos EUA para entrar na 2ª fase
Inauguração está prevista para setembro, quando prédio ficará pronto
NALU SAAD
Especial para O Tempo
Começa a ser desenhado, nesta semana, o plano de negócios para a admissão de mais empresas no Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec). Com inauguração prevista para ocorrer em 60 dias – as obras do primeiro prédio devem terminar em 9 de setembro -, o parque tem modelo de ocupação definido apenas para esta primeira instalação. No segundo prédio, é estudada a possibilidade de se criar uma área com laboratórios e escritórios para uso conjugado que seriam equipados pelo próprio BHTec. Esta é uma das propostas que serão apresentadas pelo presidente do parque, Ronaldo Tadeu Pena, que chega amanhã dos Estados Unidos, onde visitou parques tecnológicos em diferentes estágios de maturação.
De acordo com Pena, a área de uso comum – chamada “de aceleração” -, atende às demandas temporárias de empresas e pesquisadores. “Evita ocupar áreas por tempo mais do que necessário e promove a rotatividade, o que, por sua vez, favorece a interação”.
Ele observa que, no mundo todo, a lógica das empresas de tecnologia é não ter prédio próprio, o negócio delas é o conhecimento e não a estrutura física. “Nos parques que visitei, elas cuidam da pesquisa, enquanto a administração do local garante a infraestrutura”, explicou Pena, por telefone a O TEMPO, dos EUA.
Crédito. Enquanto a gestão do BHTec desenha a próxima fase, as 15 primeiras empresas selecionadas no início deste ano começam uma corrida contra o tempo e em busca de dinheiro para a concepção e instalação de suas sedes no novo prédio. Ontem, as duas primeiras tiveram seus projetos, que juntos estão orçados em R$ 2 milhões, enquadradas pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) no Produto de Apoio às Empresas em Parques Tecnológicos (Proptec).
A linha de crédito, criada em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), deve receber outras dez solicitações nos próximos 15 dias. “A expectativa é liberar entre R$ 10 milhões e R$ 15 milhões na primeira fase”, revela o gerente das áreas ambiental e de tecnologia do banco, Carlos Fernando Vianna.
Até que o crédito seja aprovado e publicado, o BDMG não pode revelar o nome das requerentes, mas antecipou que as duas primeiras solicitações beneficiarão pesquisas de estruturação de crédito de carbono e de inspeção ótica industrial.
Fonte: Jornal OTEMPO – 23/07/2011
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