Como começar uma análise de dados e os demais passos a seguir

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Como começar uma análise de dados

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Gestores usam a mensuração de dados todos os dias para guiar suas análises, decisões e planejamentos. Mas até as mensurações mais simples podem enganar. O processo de mensuração de dados é muito mais difícil do que a maioria dos gerentes imagina. Os gestores devem se proteger entendendo as fraquezas das mensurações e as levando em consideração.

Considere o seguinte cenário envolvendo a unidade de medida mais básica: tempo. Quem tem telefone celular, smartphone ou computador sabe que os relógios dos aparelhos são sincronizados com a hora oficial do País diariamente. No entanto, mesmo devendo ser uma medida confiável e precisa, às vezes falha. É comum abrirmos o calendário do computador e ele estar marcando uma hora ou dia completamente diferente da real.

Nesse contexto, como começar uma análise de dados?

Nesta postagem, vamos apresentar quatro passos fundamentais para que o processo de mensuração de dados em sua empresa seja o mais correto possível, auxiliando na tomada de decisão na organização de forma confiável.

Como começar uma análise de dados: os 4 passos

Claro que esse erro pode ser considerado uma falha no produto, mas todos temos vários exemplos de medidas que deveriam ser precisas e não são. Há vários casos de pessoas que foram parar em lugares completamente diferentes do que esperavam ao seguir o GPS ou outros aplicativos, balanças que erram o peso e outras tantas histórias.

O objetivo desses exemplos é mostrar que, mesmo em circunstâncias ideais, mensurar é difícil. E as informações que interessam a gestores, como o tamanho do mercado, efeitos de uma campanha publicitária e os custos reais de um produto com baixa qualidade são muito mais complexas do que tempo, peso e distância.

Por isso é preciso que os gerentes adotem uma postura de ceticismo saudável em relação às mensurações até que as entendam profundamente, sem isso, não há como começar uma análise de dados.

Seguem alguns passos para aprofundar em suas mensurações e identificar se elas são confiáveis:

1. Seja claro quanto ao que quer saber

Suponha que você precise saber quanto tempo um processo que consiste em 3 etapas (A, B e C) leva para ser concluído. É fácil para as pessoas interpretarem esse tempo de conclusão como sendo : o tempo que a etapa A demora, acrescido do tempo que leva para completar B, mais o tempo de C.

Mas há uma alternativa: o tempo de duração de cada etapa, acrescido do tempo de intervalo entre a conclusão de uma e o início da outra. Ambos são válidos, mas devido ao tempo de espera entre etapas, podem ser medidas bem diferentes. Desse modo, é necessário clareza sobre o que se deseja medir.

2. Entenda como as medidas reais se encaixam no que você quer saber

O próximo passo é ver o quanto as mensurações que você recebe se alinham com o que você realmente quer. Considere uma campanha de publicidade na internet com foco em aumentar a percepção da marca.

Como você não pode medir “aumento da percepção da marca” diretamente, medidas indiretas como o número de page views e cliques devem ser suficientes. Mas esses são bons substitutos para o que você realmente quer? Talvez sim, talvez não. Então tende diferenciar entre “perto o bastante”, “indicador bom o suficiente” e “não era o que eu tinha pensado”.

Lembre-se, no entanto, que é necessário ceder em alguns momentos. Os valores mais importantes na Gestão são desconhecidos ou não-trabalháveis, então você pode ter que se contentar com um indicador menos que perfeito, mas saiba exatamente com o que está se contentando e, só assim, é possível perceber como começar uma análise de dados sem falsas expectativas.

3. Conte com erros no processo de mensuração

Todos os dispositivos de medida erram ou falham em algum momento e é muito importante que os gestores conheçam os erros e as falhas passíveis de acontecer. As pessoas mentem em pesquisas, países manipulam números, estações de metereologia ficam sujeitas à ação do tempo, entre outros.

Medidas mais complexas envolvem uma definição de termos ainda mais detalhada, amostras, coleção remota de dados e análises extensas. E algo pode dar errado a qualquer momento. Os gestores devem entender todo o processo, não apenas os pontos de coleção de dados.

Se você está medindo reclamações de clientes, escute às ligações de pesquisa de satisfação; se está medindo a produtividade fabril, vá à fábrica e por aí vai. Não é necessário se tornar expert em todos os aspectos do processo, mas você deve saber identificar os elos mais fracos.

4. Passe os resultados pelo “teste do palito”

Um artigo no NYT está cheio de exemplos de como motoristas ignoram fatos que estão à sua frente (como placas de “rua fechada”) em detrimento da informação do GPS. Gestores cometem erros semelhantes.

Se os resultados deste mês vêm bem melhores, ou piores, do que o esperado, eles correm para todos os lados tentando encontrar justificativas, raramente considerando a possibilidade de um processo de mensuração de dados errado.

Por isso passe tudo pelo “teste do palito”, não é porque a receita diz que o bolo fica pronto em 40 minutos que o SEU bolo estará pronto. Ele pode estar cru no miolo ou ter passado do ponto. Quando algum resultado parecer estranho, investigue.

E aja sobre o que descobrir. Elimine más informações de suas análises críticas e, se um aparelho se mostra não-confiável, não hesite em se desfazer dele.

Medir é extremamente importante para todo gestor, mas é crítico que eles entendam que toda mensuração é frágil. Bons indicadores iluminam a tomada de decisão, mas indicadores ruins enganam a gestão. Aprenda a se aprofundar em cada resultado medido para que você se proteja e à sua empresa.

Texto adaptado daqui.

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